Vaias deixaram Juninho triste, mas serviram de motivação

No dia 28 de outubro, o Botafogo enfrentou o Náutico pelo Brasileir ão. Era um confronto importante para fugir do rebaixamento. Quando os jogadores alvinegros entraram no gramado do Engenhão e olharam para as cadeiras houve um choque. Uma faixa, na cor amarela, criticava duramente o time, com um peso maior para o zagueiro Juninho e para o meia Lucio Flavio. Ironicamente, próprio capitão alvinegro garantiu a vitória sobre o Timbu.

E no último domingo, diante do Internacional, Juninho repetiu a dose ao marcar o gol da vitória. O zagueiro admitiu que a faixa e as vaias o deixaram triste. Mas com a autoridade de capitão da equipe, Juninho pediu que a torcida fique ao lado do Botafogo e não contra os jogadores.

– Fiquei chateado com o cartaz, só isso. Não estou imune às vaias, não critico quem me vaiou. Só fico chateado com aquela meia dúzia que colocou o cartaz, aquela meia dúzia que foi ao estádio naquele dia e antes de entrarmos em campo, já estavam vaiando. O importante é o torcedor saber que a vaia não vai ajudar. Tem jogador que não se abate mas isso dá moral para a equipe adversária – explicou Juninho.

Experiente, o jogador sabe que essas últimas duas vitórias (Náutico e Inter) foram importantes para aliviar a tensão entre time e torcida. E mais, Juninho não quer prolongar a história e pede que agora as duas partes remem para o mesmo lado.

– Não quero calar a boca de ningu ém. Não tenho de provar nada para ninguém. As coisas estão acontecendo para o Botafogo. Quando é bom para o Botafogo, é bom para todo mundo – finalizou Juninho.

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